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[CINEMA] Prometheus



"Um filme sobre o despertar de ideias."


Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Fazer ficção-científica na Hollywood de hoje é um negócio complicado. Além de ter que encarar os já clássicos clichês e estereótipos, os roteiristas e diretores também devem tomar cuidado para não, simplesmente, fazer um filme ação com inúmeras explosões, mortes banalizadas e um final feliz onde o mocinho se impõe ao vilão. Felizmente, Prometheus passa longe disso, além de ser cheio de referências a filmes clássicos do mesmo gênero.

Mostrando estar inspiradíssimo, o já cultuado diretor Ridley Scott começa suas referências logo na primeira tomada do filme, ao enquadrar um determinado planeta de uma maneira extremamente parecida com a qual Stanley Kubrick faz em 2001 - Uma Odisseia no Espaço, também em sua tomada inicial. Note, também, que um dos trajes espaciais expostos nos corredores da Prometheus se assemelha muito com um dos trajes do filme de Kubrick. E na cena em que David anda sozinho pela nave ao som de música clássica, Scott também cria uma rima com 2001. Além de citar o filme de ficção-científica mais influente de todos os tempos, Scott faz referências a um de seus próprios filmes: perceba como duas tomadas da cena em que a tripulação acorda, após uma hibernação induzida, se assemelham bastante com as utilizadas em Alien - O 8º Passageiro, na cena em que o bebê Alien se revela na mesa do café da manhã.


Após chegarem ao seu destino, guiados pela questões universais (De onde viemos? Porque?), o que mostra que nenhum dos personagens jamais leu ou viu O Guia do Mochileiro das Galáxias, a equipe da nave Prometheus logo inicia sua investigações. Ao entrarem na base dos Engenheiros, a direção de arte do filme é de cair o queixo. O cuidado de Ridley Scott em se aproximar da realidade o levou a construir todos os cenários, que foram detalhados com esmero. E destaco a enorme cabeça localizada no centro do "depósito principal" da base: além de ser bela, mostra que os Engenheiros possuíam uma religião, e que aquilo provavelmente representava seu deus. E perceba como ela se parece extremamente com eles - "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Gênesis 1:26".


Ou seja: teriam os engenheiros passado a sua religião a nós também? Bem, essa é uma das muitas perguntas que Prometheus não responde, e que muitos vêem como um problema do filme, mas que acredito ser uma maneira de despertar ideias no público, para fazê-lo pensar. A partir daqui, revelarei momentos do filme, assim com informações cruciais, portanto continue lendo apenas se você já viu o filme - ou se não se importa de levar spoilers na cara.

Respostas para Prometheus?

Como amante do cinema interpretativo (que coloca as informações na mesa mas que deixa o espectador tirar suas próprias conclusões, como A Origem, Ilha do Medo, entre outros), é claro que parei um tempo para pensar nas perguntas de Prometheus - e nas respostas que seriam plausíveis dentro daquele universo. Portanto, nos próximos parágrafos, enumerarei as perguntas e em seguida colocarei as respostas que encontrei e que achei que seriam satisfatórias.

1. - Como os nossos antepassados sabiam da existência do mapa? - Simples: os engenheiros vinham de tempos em tempos visitar suas criações, aqui na Terra. A prova disso são as semelhanças que encontrei entre a religião deles e o nosso cristianismo, além de que seria a melhor justificativa para o porque de uma raça tão primitiva como a nossa saber da existência de planetas tão distantes. E não se esqueça: sacrifícios são características das civilizações americanas pré-colombianas. O que vemos um dos engenheiros fazendo na primeira cena do filme? Um sacrifício.

2. - Por que David infectou Holloway? - Note como ele, após entrar na base dos Engenheiros, começa a apertar todos os botões que vê. Ou seja, ele estava testando aquilo, vendo aonde iria chegar - e o que sustenta isso é quando ele abre um dos portões, que leva os exploradores para a câmara aonde existe a cabeça gigante, além dele roubar um dos muitos vasos que existia lá. Logo em seguida, vemos ele abrindo o vaso, e checando o que encontrava dentro dele. E, após infectar o Holloway, note como Ridley Scott faz questão de mostrar David olhando para o infectado, procurando por reações. Portanto, David estava testando as reações humanas \àquele líquido preto encontrado dentro dos vasos. Ele estava vendo aonde aquilo iria chegar.

3. - Por que a cabeça encontrada do Engenheiro explode? - Para entender isso, basta prestar atenção ao filme. Antes de colocar aquele aparelho dentro da cabeça do alienígena, a Dra. Elizabeth Shaw explica que aquilo vai reanimá-la. Ou seja: aconteceria com a cabeça o que teria acontecido se o Engenheiro não tivesse morrido. Então, se o Engenheiro já tivesse tomado aquele líquido preto, aconteceria aquilo. Mas como saber se ele tomou? Minha teoria não é muito concreta, mas note pelos hologramas que o Engenheiro morto tropeça, sem contar que ele estava atrasado em relação aos outros. Então, ele poderia ser o precipitado ou burro da equipe, e além de estar atrasado e ter tropeçado, ele poderia já ter tomado o líquido negro que o mataria. Portanto, é plausível que sua cabeça explodisse após ser reanimada.

4. - Por que os Engenheiros queriam nos destruir? - Talvez isso seja explicado numa provável continuação, mas tenho a teoria de que eles simplesmente viram que... deu M@#%!. Sendo verdadeira a teoria que, de tempos em tempos, eles vem para a Terra para passar seus conhecimentos (principalmente religiosos), eles podem ter vindo para cá novamente (2000 mil anos atrás, como o filme mesmo explica) e visto que o ser humano se tornou uma péssima espécie, e decidido destruí-la, já que somente fazia mal a si mesma e ao mundo (um breve estudo de história revela que, naquela época, o ser humano já se revelava extremamente egoísta). Então, alguma coisa deu errado, e quase todos os Engenheiros morreram. Provavelmente por conta daquele líquido preto.

[FIM DOS SPOILERS]



E por que tantas questões sem respostas são levantadas pelo filme?

Para essa pergunta, consigo encontrar duas respostas. Primeira: para despertar ideias no espectador, chamá-lo para dentro do filme e perguntá-lo o que ele acha que é tudo aquilo. Ou seja: fazer com que você crie sua própria interpretação sobre tudo o que está ocorrendo, e isso é muito bacana vindo de um blockbuster como Prometheus. E segunda: imagine que você está indo a um planeta distante, numa expedição para procurar vida extraterrestre. Ao chegar lá, você encontra uma base militar abandonada, apenas com materiais criados pelos alienígenas e os corpos deles. Você conseguiria obter respostas imediatamente?

Desculpe, mas acredito que não.

Sim, mas e a crítica ao filme?

Voltando a crítica tradicional, Prometheus peca bastante ao ser extremamente didata. Didatismo esse que, se retirado do filme, não faria a menor diferença - como na cena em que o geólogo do grupo explica que as esferas prateadas que emitem luzes vermelhas vão escanear o local. Bastava mostrar elas escaneando (veja o trailer do filme, fica CLARO que é isso que elas estavam fazendo) e o modelo holográfico se formando numa mesa dentro da nave Prometheus. Não havia a necessidade de explicar aquilo, assim como não havia a necessidade do personagem de Idris Elba explicar TUDO o que estava acontecendo ali para a personagem de Noomi Rapace, sendo que as cenas mostradas já nos faziam deduzir aquilo. Se o roteirista, Damon Lindelof (responsável por Lost), queria aproximar os dois personagens para justificar uma atitude heroica por parte de um deles logo depois, que fizesse isso sem ser didata. E o que falar sobre o biólogo que brinca (isso mesmo, BRINCA) com um animal extraterrestre completamente desconhecido, e visivelmente hostil? Outro problema que encontrei foi a Dra. Shaw ser praticamente indestrutível, não importa o que aconteça de ruim com ela, tornando sua personagem um tanto irreal. Todos esses furos são imperdoáveis no roteiro do filme.

Em compensação, Michael Fassbender está SENSACIONAL na pele do robô David, com um trabalho de voz e gestos que se mostram terem sido planejados previamente por ele. Noomi Rapace dá uma carga emocional pesadíssima a sua personagem, que grita, chora e até luta quando necessário. O resto dos personagens, por incrível que pareça, são apenas enfeites - e me admira muita gente dizendo que eles são estereótipos pesados, já que nem aprofundados pelo roteiro eles são.

As cenas de ação são maravilhosamente filmadas, com poucos cortes e um total entendimento do que está acontecendo em tela. O terror do filme também é ótimo: confesso que fiquei extremamente tenso em duas cenas - a em que o geólogo e o biólogo são atacados, a do aborto e a morte de [SPOILER] Holloway [SPOILER], todas cruas e extramente pesadas. Existe uma reviravolta interessante pouco antes do clímax do filme, o que faz o espectador ficar mais ansioso para o que vai acontecer ali.

Portanto, não se iluda com críticas negativas - nem com as positivas - para Prometheus. Vá ao cinema, assista ao filme (pois todo filme nos ensina alguma coisa, mesmo que seja pelo mal exemplo) e defina sua opinião sobre. E tente responder as questões levantadas a sua maneira, claro.

Nota: 8,5

Ps: no Facebook, avisei que a nota do filme seria 8,0. Mas ao terminar de escrever a crítica, não vi motivos para dar uma nota tão "mediana" a um filme tão bom.

[LIVROS] Clube da Luta


"Com uma inovadora narrativa, a complexidade do planejamento de cada capítulo impressiona estrondosamente, o que nos faz agarrar o livro e não largá-lo até o final."


Por Bruno Albuquerque de Almeida!

Sou extremamente suspeito para falar sobre Clube da Luta. O filme de David Fincher mudou minha vida, mudou minha visão de mundo, mudou meu senso crítico, mudou as minhas atitudes e, sem ele, não teria conseguido fazer diversas coisas que, se fosse listar aqui, você pararia de ler esse texto antes mesmo da metade. Mas, quando fui ler o livro, fui esperando algo novo. E eu achava que esse ponto de vista estava certo, pois cinema e literatura são duas mídias diferentes, e que nos dão visões diferentes, mesmo quando se trata de um filme baseado em um livro ou vice-versa. E sim, eu estava certo.

A narrativa de Chuck Palahniuk é intensa - ela põe em prática, de uma maneira extremamente fiel, o que é ser "primeira pessoa". Ao descrever diálogos com a narrativa de Jack( título que os fãs do filme dão ao personagem principal, que sempre se diz ser "alguma coisa do Jack"), o livro torna-se, além de mais complexo, diferente e dinâmico, economizando páginas, descrições e tempo. Sacada genial do Chuck Palahniuk para prender a atenção do leitor( principalmente por conta da originalidade da narrativa).

A construção dos personagens é magnífica. Chuck Palahniuk consegue nos enganar diversas vezes, como por exemplo: Tyler Durden - no início do livro, era só um cara que o Jack havia conhecido na praia. No meio do livro, esse mesmo personagem se mostra importantíssimo para a história. Marla Singer - é destacada por Chuck Palahniuk desde o princípio da trama, mas fica sumida durante boa parte do livro - o que não torna sua participação menos importante. A narrativa, como já comentada antes, extremamente pessoal de Jack, é completamente funcional, pois sempre mostra as reações dele diante dos acontecimentos do livro, o que enriquece o texto de Chuck Palahniuk.

Em determinado momento do livro, Tyler abandona Jack, e esse abandono é tão bem trabalhado - com Chuck Palahniuk sempre pondo Jack em situações onde ele necessita imediatamente da ajuda de Tyler, e a narrativa sempre mostrando as reações de Jack para isso - que você até sente o mesmo que o personagem. E Chuck Palahniuk consegue distribuir muito bem a dose de humor, violência e inteligência, colocando todos esses elementos em uma única situação, mas em momentos distintos - como quando Jack derruba a gordura da mãe de Marla no chão: Chuck Palahniuk dá uma pausa, mostra o impacto que atingiu os dois personagens com calma e, em seguida, nos mostra um momento de humor, com Jack fugindo de Marla, e ambos correndo pela casa enquanto ouvimos os gritos dela e Jack dizer: "Não fui eu quem fez isso, foi o Tyler!". Ou seja: primeiramente, um momento de tensão entre os dois personagens, já que a mãe de Marla é muito importante para ela e Jack/ Tyler estava usando a gordura dela para fazer sabão; depois, uma pausa, para o impacto do momento; em seguida o humor: Jack sai correndo com medo de Marla, enquanto esta grita com ele; e, pra finalizar, a inteligência: ele diz que quem fez aquilo não foi ele, e sim Tyler, um detalhe que no final do livro se mostra muito importante.

E, para fechar o livro com chave de ouro, Chuck Palahniuk desenvolve um final completamente interpretativo. Estaria mesmo Jack no céu? Ou o local que ele descreve como sendo o Paraíso é apenas um hospital? E o posfácio, o que dizer daquilo? Chuck Palahniuk descreve toda a repercussão do livro e do filme, detalhando que o livro resultou de uma tarde chata no trabalho - e de acontecimentos reais que o inspiraram. Simplesmente fascinante.

E se você leu diversas vezes o nome de Chuck Palahniuk durante esse texto, não ache ruim, pensando que esse crítico que vos fala não revisa os seus textos ou é extremamente repetitivo: foi de propósito, para você se lembrar desse cara, Chuck Palahniuk, sempre que puder.

Nota: 10,0


OBS: o livro complementa o filme, ou seja: aconselho você a ver o filme ANTES de ler o livro, já que é muito mais divertido imaginar Edward Norton como Jack, Brad Pitt como Tyler Durden e Helena Bonham Carter como Marla Singer. Simplesmente sensacional.


OBS 2: Um detalhe importante: Editora Leya, por favor, revisem mais as traduções dos seus livros. Encontrarmos no livro "poço" com "SS" e "boca" sem o "C" atrapalha bastante a leitura.

[CLÁSSICOS] Laranja Mecânica





Quando falamos de Stanley Kubrick, o que vem na mente da maioria dos cinéfilos e cineastas é “um dos mais diretores de todos os tempos, se não o maior”. E eles estão certos: 2001 – Uma Odisseia no Espaço é uma das maiores obras-prima de todos os tempos, e é considerado o melhor filme de ficção científica da história, inspirando diretores como Steven Spielberg, George Lucas, entre outros…

Entretanto, não é só por esse seu épico que ele é famoso. Outro filme extraordinariamente bem concebido por ele foi esse que este crítico que vos fala e comentará nos próximos parágrafos: Laranja Mecânica, uma trama única sobre os conflitos internos forçados por um homem que, em pleno caos, tomou conta de sua vida após fazer escolhas erradas durante muito tempo.

A filosofia escondida no filme é muito bela – tão bela que me lembrou o meu filme favorito: Clube da Luta. Vemos uma história sombria, pesada, sobre personagens que ultrapassam a barreira do politicamente incorreto de maneira espantosa; mas o que realmente está implícito lá? Durante o filme, acompanhamos a história de Alex, um adolescente rebelde ao extremo, que se reúne com sua gangue, a qual ele lidera, para espancar bêbados, assustar pessoas e estuprar mulheres. Esse era o seu mundo perfeito, e notamos isso pela interpretação do ator que vive Alex. Até que um dia seus amigos se revoltam com sua liderança abusiva e o entregam a polícia. E, na prisão, ele descobre que existe um método para tornar o ser humano bom – um método científico para eliminar as características ruins da personalidade do participante.

E é nesse ponto que o filme escancara a sua genialidade: no início do filme, temos uma série de cenas que desenvolvem ao máximo a personalidade de Alex: vemos ele espancando um idoso bêbado embaixo de uma ponte – somente porque ele não gosta de idosos bêbados, como diz a narração em off -, estuprando uma mulher na frente de seu marido – um escritor, o qual ele espanca bastante – e sendo bastante mimado pelos pais – que acreditam, sem fazer muito esforço, que o filho está doente e que não pode ir a escola naquele dia ( sendo isso, obviamente, uma mentira). Ou seja: Alex é o pior tipo de pessoa na idade dele que pode existir, e para completar essa conclusão vemos ele levando duas garotas para a cama com muita facilidade.

Então, fica extremamente fácil de nós aceitarmos Alex sendo um “menino bonzinho” na cadeia, além de quando ele se voluntaria para participar do método para torná-lo um ser humano bom: é óbvio que ele estava fazendo tudo isso para dar logo o fora dali – chegamos até a vê-lo ser extremamente gentil com um padre, sendo que no início do filme, vemos em seu quarto pequenas estátuas que representam Jesus Cristo de maneira debochada – bastante, aliás.

Durante o processo de “aperfeiçoamento” da personalidade de Alex, que em nenhum momento é previamente esclarecido de como funciona, Stanley Kubrick faz questão de mostrar que ele é brutal, de que ela é extrema até para um criminoso em larga escala como Alex. E ele faz isso com toda a razão, já que jogar na cara de um malfeitor que ele é um monstro por dentro, por mais que ele conviva com isso, é assustador. E mais assustador ainda é o que ocorre depois com Alex, com todo o seu “mundo perfeito” se voltando contra ele, após ele sair da prisão – sempre sentido fortes vontades de vomitar logo no momento de cometer novamente os delitos que o levaram para a cadeia: seus pais conseguiram um “novo filho”, seus ex-parceiros de gangue se tornaram policiais ( e eles os espanca), e ele acaba batendo na porta do marido escritor da mulher que ele estuprou – que se torna um dos personagens mais psicologicamente alterados que já vi.

Ou seja: aquilo que vimos Alex fazendo no início do filme não só serviu para desenvolvê-lo, mas para dar continuidade a trama quando esta estivesse próxima da conclusão ( e dão continuidade mesmo: o que acontece em decorrência disso nos leva a um dos “finais não-felizes” disfarçados de “felizes” mais interessantes de todos. )

A fotografia do filme é bem simples em determinados momentos, e em outros bastante bem executada: como na cena em que eles impedem outra gangue de estuprar uma mulher e na cena em que eles se aproximam do idoso embaixo de uma ponte antes de espancá-lo.

A direção de Kubrick é outro detalhe importante. Prestem atenção na cena em que Alex passeia em uma loja de vinis – o passeio que a câmera faz é brilhante ( além de ressaltar o CD da trilha sonora de 2001 – Uma Odisseia no Espaço. A maneira cômica como a cena de sexo de Alex com as duas garotas que ele conhece nessa mesma loja também é bem realizada pelo diretor, acelerando a imagem e pondo uma música instrumental de fundo. A montagem também é bem interessante, mas nada de muito extraordinário.

Mas, mesmo no meio de tantos pontos positivos, o filme peca na cena do bar, logo após Alex acabar de jogar seus colegas de gangue no mar, logo após eles pedirem um espaço maior nas decisões do que o grupo deve fazer. A atitude de Alex, claramente, dizia: “EU QUE MANDO NESSE GRUPO! VOCÊS TEM QUE ME OBEDECER!”. Mas, o que a narração off fala? “Eu estava mostrando a eles quem é que manda.”. Infelizmente, com essa fala em off, a cena ficou redundante.

Mesmo assim, Laranja Mecânica é um filme memorável, e não é a toa que está em diversas listas como um dos melhores de todos os tempos.

Nota: 9,7

[ESPECIAL VINGADORES / CINEMA] Resenha: Os Vingadores

Luan Alencar

Só faltou um prefácio do Stan Lee e o cheiro das páginas dos quadrinhos.


Toda aquela paranóia, o medo da galhofa, as milhões de possibilidades de algo tão grande dar muito errado, foram pro saco logo nos primeiros minutos de exibição de Vingadores. E a saída para tudo isso não acontecer foi como um grandioso tapa do Incrível Hulk na cara de milhões de chatinhos que torciam para o longa ser uma broxada. Isso porque Joss Whedon, novo membro da Santíssima Trindade Nerd e diretor da bagaça, mostrou que a melhor saída para uma adaptação de quadrinhos dessa proporção é tratá-la para que os espectadores sintam a mesma energia e carinho que sentiam ao ler os inocentes e despretensiosos gibis dos Vingadores pelas mãos de Stan Lee e Jack Kirby lá pelos anos 60 em diante.

E antes que você vire a cara e diga que o clima daqueles quadrinhos não colam mais, pois vivemos na época da DarkKnightização, o próprio filme novamente te esculacha num diálogo sensacional entre Agente Coulson e o Capitão América, quando o bandeiroso pergunta se seu uniforme não está muito "fora de moda" para os dias atuais e o assumidamente nerd e funcionário da S.H.I.E.L.D. responde brilhantemente que com todas as tragédias que estão acontecendo, talvez as pessoas precisem de algo um pouco fora de moda.

E essa cena, meus caros, é o que verdadeiros fãs de quadrinhos e cultura pop em geral defendem até a morte. Não é uma situação muito diferente, por exemplo, de quando te perguntam por que você, já com seus trinta anos, ainda "perde tempo" vendo historinhas para crianças no cinema. Afinal de contas, o mundo está absurdamente sisudo, chato, e não há tempo para escapismos. Os Vingadores é esse escapismo.  

Não que a essa altura do campeonato você precise saber, mas para cumprir tabela, a Iniciativa Vingadores é reativada por Nick Fury (Samuel L. Jackson), chefão da S.H.I.E.L.D. por que Loki (Tom Hiddleston) rouba o Tesseract (ou Cubo Cósmico, como queira) e com ele tem em mãos a capacidade de criar portais para outros mundos, com o objetivo de trazer o exército dos Chitauri para dominar a Terra.



É quase que inédita uma aventura cósmica desse tamanho na atual fase de adaptações dos quadrinhos para o cinema (Lanterna Verde é café com leite, né? Ignora), e o medo do desconhecido obviamente atormentava a nerdalhada toda. Mas a parada é cheia de segredos para acontecer de maneira sensacional.

Primeiro que nós já vimos nos filmes individuais de cada herói do grupo (Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk) que eles são capazes de contornar sozinhos situações de altíssimo risco, portanto, só mesmo um caos de proporções universais para justificar a união de todos eles.

Segundo que a Marvel soube como ninguém construir essa trama lentamente desde 2008, com o primeiro Homem de Ferro, de forma que mesmo que tenham origens e universos distintos, todos os Heróis Mais Poderosos da Terra tem alguma ligação entre si. Ora, as Indústrias Stark são responsáveis pelo desenvolvimento do soro do supersoldado que está relacionada com a origem do Hulk e, claro, do Capitão América, que por sua vez combateu o Caveira Vermelha para impedi-lo de usar o Cubo Cósmico, que acabou sendo congelado junto com o bandeiroso, encontrado pela S.H.I.E.L.D. e roubado por Loki, irmão de Thor, para abrir os portais e, claro, justificar a vinda do Deus do Trovão para a Terra.

No fim das contas, a união de toda essa galera contra os planos maquiavélicos do Deus da Trapaça é extremamente orgânica. E isso se deve a um grandioso trabalho em equipe (mais uma vez) entre roteiristas, direção de arte, diretor, atores e tudo mais. O roteiro e direção de Joss Whedon é tão seguro, já que o cara é um dos maiores nerds de todos os tempos, que passa propriedade sem medo de errar. É o completo oposto daqueles filmes feitos por um bando de executivos velhos que só estão atrás de dinheiro e cagam pro contexto em que o produto se encontra.



Todos os diálogos e cenas de ação acontecem por um motivo bem justificado e são pra fazer os apaixonados pelo Universo Marvel chorarem de emoção. Algo que se dá também pelo carisma assustador de todos os atores envolvidos. Puxados evidentemente pelo gênio, playboy, bilionário, filantropo Tony Stark, interpretado por um Robert Downey Jr. já extremamente à vontade no papel que nasceu para fazer; com a liderança da figura imponente do Capitão América do surpreendente Chris Evans que... quem diria, né? Contando ainda com o competente Thor, em que Chris Hemsworth não se destaca, mas faz com propriedade o que o papel pede; e a novidade no elenco, Mark Ruffalo na pele do Dr. Banner/Hulk, que me fez realmente abrir um sorrisão no rosto quando nos primeiros minutos em que apareceu, me fez esquecer completamente as antigas versões do personagem.

E a interação dos heróis é, sem dúvida, o maior destaque do longa. Isso porque segundo a Cartilha Marvel, antes de dois heróis se entenderem para se unirem em prol de um bem maior, eles precisam cair na porrada. E, graças a Odin (e a Whedon), Os Vingadores faz isso com maestria. As bem justificadas porradarias são puro orgasmo nerd. Em momento nenhum parece que há uma disparidade enorme entre a força do Deus do Trovão com um mero cara numa armadura. Ou entre um supersoldado (que ainda assim é um humano) e o poderoso Loki.

E além de cenas de ação de tirar o fôlego, uma mais bem coreografada que a outra, essa relação entre os heróis guardam os melhores alívios cômicos da história da Marvel no cinema. E a maioria deles tem como foco o Hulk. Que, na boa, pra mim foi o cara mais foda daquela bagaça. Toda a brutalidade do Gigante Esmeralda, sabiamente orquestrada por uma captura de movimentos pra lá de vitoriosa, foi o que tirou mais risadas e gritos de empolgação da galera no cinema.


Já os "papéis secundários" ainda tem um baita destaque, já que mais do que nunca, o Agente Coulson de Clark Gregg tem uma BAITA importância pra trama; o Nick Fury de Samuel L. Jackson finalmente não está preso à cenas pós-créditos de dois minutos e pode mostrar toda a sua motherfuckerdade; e a dupla Natasha Romanoff/Viúva Negra de Scarlett Johansson e Barton/Gavião Arqueiro de Jeremy Renner tem uma química supimpa, e ambos tem papéis fundamentais pro decorrer da história.

As aspas em "papéis secundários" no parágrafo acima são justificadas porque o filme dá uma aula de aproveitamento de personagens. Mostrando que mesmo com TANTA GENTE em cena, é possível se aprofundar em cada um. Nem que para isso seja necessário um primeiro ato mais arrastado, o que em nenhum momento se torna um erro, e sim uma inteligente construção para um clímax absurdamente explosivo, como não poderia deixar de ser.

E como já foi dito, a aventura é antagonizada pelo sensacional Loki de Tom Hiddleston, que tem momentos geniais em tela com cada um dos protagonistas. É até difícil dizer aonde o cara se sobressai, porque ele vai da profundidade e crueldade de um diálogo super tenso com a Viúva Negra, até uma gag visual de fazer chorar de rir com toda a brutalidade do Hulk. O cara, que já tinha sido o destaque em Thor, se impõe perante o elenco estelar de Vingadores, com sua atuação brilhante, trazendo uma real ameaça para o grupo.


É difícil dizer se Os Vingadores é o melhor filme de HQ da história. Mas, acredito que seja unanimidade que é o mais divertido. E foi essa a proposta. Não dá pra se levar tão a sério com uma trama dessas. Não é pra se levar a sério. Stan Lee criou um império amado por milhões de fãs assim, brincando de fazer super-heróis defenderem a Terra. Está na hora da gente voltar pra essa época e se divertir sem culpa. Dentro do cinema, tudo aquilo é possível. Deixa a chatice do mundo pra quando você voltar pro trabalho.  

Nota: 10,0

[NERDVERSOCAST #11] Filmes das Nossas Vidas - Parte 2

por: Equipe Nerdverso



Ei, somos nós outra vez... pois é, voltamos de novo. MAS AGORA É DEFINITIVO, NERDS! Dessa vez, Luan Alencar, Yago Pontes, Gabriel Queiroz e o novato Chico participam da nossa primeira continuação de tema. É a Parte 2 do nosso cast mais ouvido: Filmes das Nossas Vidas. Dessa vez falamos de Toy Story, Sociedade dos Poetas Mortos, Donnie Darko e 500 Dias Com Ela.

Portanto, para frases soltas comprometedoras, uma dose de humor negro, declarações de amor, turbinas no seu quarto, musicais constrangedores e crianças alcoolizadas, basta ouvir aí no player embaixo ou CLICAR AQUI com o botão direito do mouse e selecionar "Salvar Link Como..." e jogar no seu player favorito.

AVISO: ESSE PODCAST NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS. Mas como a gente sabe que você, moleque, vai ouvir de qualquer jeito, avisamos que é uma boa colocar os fones de ouvido. Está avisado.


Comentados no Programa:


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E na Leitura dos Comentários...

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E a Gincana Musical continua...

Nos comentários, se quiserem, coloquem uma música para tocar na próxima leitura de comentários do NerdversoCast. Lembrando que a música tem que ser boa pra participar, né.

[Cinema] Poder Sem Limites

E se nós, adolescentes juvenis, começássemos a adquirir poderes? O que faríamos, meu Deus do céu?

Brincaríííamos com eles, exatamente! Principalmente se esse poder fosse telecinésia (habilidade de mover ou deformar objetos apenas com o poder da mente). Claro que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, tio Ben, mas nosso primeiro impulso seria aproveitá-los pra nos divertir, como fazer um urso de pelúcia se mexer para assustar criancinhas serelepes. Mas sim, problemas podem surgir se alguém, como esse meninão aí em cima, começa a fazer besteiras.

Primeiramente, as cenas do filme são todas rodadas a partir de câmeras dos personagens (found footage) ou câmeras de segurança. Isso não é novidade, já vimos isso em Cloverfield, por exemplo, mas caiu bem no filme: ponto para o diretor Josh Trank, que teve esse como seu primeiro filme de certo renome.

O jovem da foto, Andrew Detmer (Dane DeHaan), adquiriu uma filmadora. E aí o filme começa. O cara passa a filmar tudo. Logo na primeira cena, vemos que o pai dele é um bêbado desgraçado que só sabe dar esporro e que sua mãe tem uma doença pulmonar gravíssima. Junto de seu primo Matt Garetty (Alex Russell) e do candidato a representante de turma Steve Montgomery (Michael B. Jordan), Andrew descobre um buraco do inferno e vai ver o que tem dentro dele. Pedras azuis brilhantes e fazedoras de barulho, meu caro. Não, ninguém sabe o que p**** é essa.

O fato é que nas próximas tomadas da câmera, aparecem os três começando a se descobrir (ui!). Os poderes vão crescendo aos poucos, fazendo legos flutuarem e talz, mas depois de um tempo eles até voam. E, com isso, eles vão brincando com as pessoas, assustando, etc. A desgraça é que Andrew começa a se descontrolar e isso só piora devido às brigas com seu pai.

E nesse conflito de o que é "certo ou errado" a fazer com os poderes, é que a película se desenrola:


O esquema da filmagem em 1ª pessoa é muito bom, já disse isso. Mas, em certas cenas agitadas, ele peca por deixar a câmera muito estabilizada. Isso não tira mérito nenhum. O modo como as cenas aparecem cortadas também é muito bom, deixando as tomadas com uma cara bem amadora. Além disso, a telecinésia  foi bem explorada como forma de controle da câmera pelo Andrew.

A atuação também é de se destacar, pois a maioria dos atores só tinha feito papéis secundários em séries de tv, até agora. Estão todos bem no filme.

O filme é muito bom, explora bem a maneira dos adolescentes de lidar com novas capacidades, o egoísmo e o ego. Ninguém, ao descobrir super poderes iria, de cara, vestir uma fantasia e salvar o mundo. Com o tempo, quem sabe, mas de cara não.

E é isso, navegantes, nota 8,5 para o filme em questão. Recomendamos. =]

Abraço aí pra vocês!

[Devaneios] Quando a Cultura Pop te faz pensar


É bem verdade que estamos nos acomodando mais a cada dia que passa, não é mesmo? Não me diga que nunca esteve numa situação como a quando você tá no computador, muito bem sentado e bate aquela fome, aí você pensa no que tem pra comer, nota que a única saída é fazer um sanduíche ou algo tão "complexo" quanto, e prefere ficar com fome a se levantar e ir preparar o rango. 

Tá foda ultimamente fazer certos esforços. Aí o que é que a vó fala? "É que esse menino agora passa o dia infurnado nesse videogame, nesse computador. Não sei o que ele vê tanto ali.". Pode crer, vovós do mundo, essas ~novas tecnologias~ tem uma baita influencia nisso mesmo. Mas não as crucifique, pelo amor de Odin. Não é sempre, mas quando acontece é muito bem-vindo os casos de elementos da cultura pop que nos exercita. Não tô falando de Kinect ou Wii Sports, tô falando de exercitar a cachuleta. É aquele filme que passamos horas pensando no significado dele, ou o jogo que quebramos a cabeça tentando resolver seus puzzles.

Podcast Nerdverso #10 - Adaptações Quadrinísticas de 2011 e 2012

Parabéns pra gente!


Comemorando a décima edição e o aniversário de um ano do Nerdverso, vamos falar do que a gente mais gosta: SUPER-HERÓIS! Sim, a gente faz aniversário mas é você quem ganha o presente de grego. E o presente é uma hora com Luan Alencar, Yago Pontes, Gabriel Queiroz e o novato Iuri Gondim, conversando sobre Thor, X-Men: First Class, as estreias de Lanterna Verde e Capitão América; além de comentar as novidades sobre os vindouros Espetacular Homem-Aranha, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Vingadores, Motoqueiro Fantasma 2: O Espírito da Vingança e SuperMan: O Homem de Aço.

Clássicos - Clube da Luta

Reativando a coluna clássicos com um filmaço do diretor David Fincher, que revolucionou os Plot Twists e a complexidade dos personagens


O clube da luta, é uma associação formada por Tyler Durden (Brad Pitt), um vendedor autônomo de sabão e que prega a abdicação do materialismo, e o personagem sem nome vivido por Edward Norton (mas, que por aí é chamado também de Jack), um executivo empregado na área de seguros automobilísticos. Os dois se conhecem em meio a crises do personagem do Sr. Norton, que não consegue dormir e sente-se intimidado por uma frequentadora dos seus grupos de apoio, a viciada Marla Singer (Helena Bonham Carter). Daí surge uma certa afinidade entre Tyler e "Jack", que os leva a montar o clube da luta, um lugar onde eles extravasam suas tensões e problemáticas em combates sangrentos.

TOP 5 - Os Imortais da Sessão da Tarde

Os reais Highlanders da TV brasileira...



Nota: Antes de mais nada quero ressaltar esse meu retorno do mundo dos mortos como uma fênix que renasce para a vida ( Tocante, não?) Porque estive um bom tempo sem escrever posts, tudo culpa do maldito vestibular, mas prometo que vou tentar arrumar mais tempo livre pra poder escrever mais pro blog e mantê-lo atualizado.


Quem nunca se empolgou assistindo aos clássicos da sessão da tarde? Nas tardes ensolaradas, corria pra televisão se esquecendo de tudo ( Adiando a tarefa da escola, como eu fazia xD) pra curtir "as aventuras dessa galerinha que vai aprontar muitas confusões"? Graças a dica soberba do Nerdnauta Ricardo Martins que teve essa idéia sensacional, vamos tentar fazer um Top 5 decente. Claro que esses filmes fazem parte da minha humilde opinião, então vamos lá...

Podcast Nerdverso #8 - Universo Marvel e Thor


What's up, Nerds? E aí, assistiram Thor? Pois é, obviamente falaremos sobre Marvel essa semana. Mas não nos limitaremos ao filme do filho de Odin. Passearemos pelo Universo Marvel nos cinemas. Ou seja, conversaremos sobre Homem de Ferro, O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, até chegar a estreia de Thor!

PodCast Nerdverso #7 - Por Onde Andamos?

Não, você não está lendo errado! É uma atualização no blog! E SIM, É A VOLTA DO PODCAST NERDVERSO! 


É isso aí, nerdalhada. Algumas intermináveis semanas depois, voltamos. A gente tinha coisa para baralhos pra comentar, então, o que resolvemos fazer? Falar de TUDO... ou quase tudo o que aconteceu de lá pra cá. Começando lá do Oscar, passando por filmes como Cisne Negro, 127 Horas, Batalha de Los Angeles; e os trailers mais bacanudos, como o fodaralhaço Dead Island, além do que estamos ouvindo atualmente.

Então, para piadas infames politicamente incorretas, musicais homossexuais vergonhosos, desesperos amorosos, indignações e muita fanfarronice, você já sabe o que fazer!

Assista agora ao trailer de Capitão América - O Primeiro Vingador!

OMFG!  


Seguinte, Homem de Ferro veio pra mostrar o quão cool podia ser um herói que a maioria das pessoas sequer conhecia. O marketing em cima de Thor já tá fazendo com que algumas pessoas se empolguem com a ideia do deus do trovão e tudo mais. Só que, talvez o mais importante personagem dos Vingadores - por se tratar do líder e tudo mais - estava sendo encarado com um certo pé atrás. Estou falando de Capitão América e todo o mimimi que girava em torno dele ser interpretado pelo fanfarrão do Chris Evans; de ser dirigido pelo Joe Johnston, responsável por O Lobisomem, e de ser patriota demais pra se vender lá fora... ENFIM.

Crítica e Filme - Teste de Elenco

Primeiro longa brasileiro direto pra internet funcionaria melhor como um curta.



Filmes que se passam inteiramente em uma mesma locação e se sustentam na base do diálogo, geralmente são vistos com maus olhos. O grande público só se satisfaz com correrias, explosões, grandes fugas ou beijos fervorosos na frente de um cenário bonitinho. Porém, diretores que estão em começo de carreira e não tem condições de trabalhar em um blockbuster, optam por essa estética, e nada impede que o resultado seja espetacular. 

Recentemente tivemos o exemplo de Apenas o Fim, filme de Matheus Souza que se passa inteiramente na PUC e tem nos diálogos recheados de cultura pop sua sustentação. O mais novo exemplar de tal estética é Teste de Elenco, uma produção do site Anões em Chamas, que conta com alguns nomes de humoristas e atores que passeiam pelas produções internéticas.

Thor ganha pôster oficial brasileiro.

Coragem é Imortal.


O Facebook brasileiro do próximo filme da Marvel, Thor, acaba de divulgar o cartaz nacional da produção. Esse daí de cima (clique na imagem para dimensões asgárdicas), que é, basicamente, a mesma coisa do gringo, mas com letreiros em nossa língua tupiniquim. Thor estreia no dia 29 do mês que vem. E aí? Qual a sua expectativa?  

Preparação para o primeiro longa brasileiro pra Internet e algumas justificativas.

Estamos voltando. =D




Então, amigos, a Internet brasileira atingiu níveis formidáveis nesses anos de existência. Sim, puta comentário retórico. Todo mundo sabe, por exemplo, que o cara com mais inscritos no YouTube é um brasileiro, e que somos nós (e a Índia) que basicamente sustentamos o arcaico Orkut (falar: Arcaico Orkut em voz alta é legal pra cacete). Mas enfim, isso não é uma matéria do Fantástico, é só aquele textículo que antecede uma notícia maneira. 

TOP 5 - Piores Continuações

Porque nem toda sequência é um The Godfather parte 2...



Em toda a história do cinema tivemos as continuações, desdobramentos de roteiros de filmes que fizeram sucesso, ora de crítica, ora de bilheteria até mesmo de ambos. Um exemplo de continução épica foi citada acima que é O Poderoso Chefão - Parte 2, que dá continuidade à saga da família Corleone nos EUA. Mas não se vive só de continuidades fodas, temos as famosas bombas ou pra um nerd mais agressivo, as famosas bostas fétidas. Vamos a elas...

Clássicos - Casablanca (1942)

Nota: Voltando às atividades com o blog depois de um tempo ausente, hoje a gente vai começar uma nova coluna semanal aqui no Nerdverso. Na tentativa de mostrar que nem só de pipocões hollywoodianos vive o nerd, eventualmente falaremos sobre alguns daqueles clássicos que todo mundo deveria assistir. Então, comentem caso gostem da iniciativa =D.

-x-


Casablanca é uma cidade do Marrocos, uma rota de fuga para aqueles que queriam abandonar a dominação Alemã e partir para os Estados Unidos. Na cidade, havia o Rick's, um bar neutro, que recebia tanto soldados nazistas, quanto aliados. O dono do bar, Rick Blaine (Humphrey Bogart), é um cara frio, que procura se manter afastado de qualquer relação com os clientes, mas que por traz das tiradas ácidas e arrogantes nas suas conversas, ama uma mulher que o abandonou no início da guerra, Ilsa Lund (Ingrid Bergman). Mas o destino dos dois não colabora quando o assunto é reconciliação, já que tem uma guerra lá fora e a necessidade de se deslocar de uma cidade para outra é constante na vida de Ilsa.

Podcast Nerdverso #6 - Filmografia: Quentin Tarantino

Retorno triunfante, nerdalhada!


Semana passada vocês não ouviram nossas doces vozes, mas here we are. Pra compensar o atraso, um episódio ÉPICO. Em todos os sentidos. Começando pelo tema: Quentin Badass Motherfucker Tarantino. Isso mesmo. Luan Alencar, Yago Pontes e Gabriel Queiroz passeiam pela filmografia vitoriosa desse gênio que conta com Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill, À Prova de Morte e Bastardos Inglórios.

Filme do Teioso tem Título Definido e Nova Foto Oficial!!!

AGORA VAI! 


[Clique na foto para dimensões bacanudas]